Docentes pesquisam mercado de games

As áreas para plataformas mobile (celulares e tablets) e de jogos sérios (com fins educativos ou corporativos) são aquelas em que o Brasil tem grandes possibilidades de inserção no mercado mundial de games. É o que aponta um estudo financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para mapear a indústria mundial, identificar oportunidades de desenvolvimento e propor políticas públicas para estruturar o planejamento estratégico do país neste setor.

A pesquisa foi liderada pelo professor Afonso Fleury (POLI-USP) e contou com quatro docentes do curso de Jogos Digitais da PUC-SP: Ivelise Fortim (da área de Psicologia), Luis Carlos Petry (Pós em Tidd), David Oliveira Lemes e Reinaldo Ramos. No total, o trabalho envolveu 25 pesquisadores – da PUC-SP, USP, UFRJ, UFBA e UFPe. Ao todo, foram mapeados quatro grandes ecossistemas da indústria de jogos: consoles e PC caixa (que inclui os massive multiplayer on-line games, MMOs); distribuição pela internet; plataforma mobile; e serious games.

Além de educacionais, os jogos sérios são voltados ainda à capacitação profissional, ao conceito de cidadania e a objetivos sociais. Eles apresentam como diferencial estratégico a produção sob demanda e, segundo a pesquisa, atualmente no Brasil os negócios se concentram na produção de material digital para apoio didático. “Mas há oportunidades surgindo, especialmente no campo da saúde”, observa a professora Ivelise Fortim (PUC-SP), que coordenou o relatório sobre este tipo de game.

Os jogos mobile são mais interessantes para os brasileiros do ponto de vista da inserção comercial. O estudo aponta que segmentos fortes e tradicionais, como o de consoles e MMOs, são mercados maduros, com altas barreiras de entrada (tanto pela necessidade de investimento como pelo acesso à distribuição). Já os games para dispositivos móveis têm custos de produção mais baixos, mais facilidade de entrada e distribuição. No entanto, o professor Reinaldo Ramos (PUC-SP), especialista nesta área, pondera que “apesar de ainda ter muitas oportunidades, o mercado mobile está cada vez mais competitivo e sofisticado”.

A pesquisa contou com diversos relatórios auxiliares – entre eles o Vocabulário e a Ontologia dos games, produzido pelo professor Luis Carlos Petry (PUC-SP), e o 1º Censo da Indústria Brasileira de Games Digitais. Os resultados foram apresentados aos em abril gestores do BNDES, e no dia 13/5 ao público em geral, durante o BIG Festival (importante evento nacional do setor).

Par ver o estudo, acesse www.bndes.gov.br.

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